Sinto um vazio enorme na minha mente. Nada de inspiração, nada de idéias, nada de criatividade... Nada! Não consigo mais escrever sequer uma frasezinha como antes. Meu livro... Pobrezinho! Não sai nem da primeira página. Aliás, não sai nem do título! Se é que podemos chamar ‘Pequena Poetiza’ de título.
Ainda não desisti! Eu quero sim cursar Letras, quero sim ser professora, quero sim botar minhas idéias num objeto feito de papel que contém palavras e muita imaginação... Mas será mesmo que tenho talento o suficiente pra isso? Veja Thalita Rebouças e Clarice Lispector. O que ambas têm em comum? Analisando suas obras, nada. Mas ambas têm muita imaginação, muita criatividade e escrevem divinamente.
Veja Meg Cobot, Lygia Fagundes Telles e Stella Karr. Cada uma delas tem seu estilo próprio. Meg conquista as adolescentes, Lygia envolve com seu clima de mistério e romance, Stella com seu cenário de enigma. E Mayara Celeghini? Bom, quem se conquistaria com a história de uma guria de 15 anos que vê sua vida mudar quando seu pai arranja um emprego numa cidade distante, tem de mudar de colégio no 1º ano do Ensino Médio, se apaixona pelo cara errado (pai de amiga/ professor / melhor amigo) e começa a escrever poemas anônimos para ele?
Meu jeito de escrever certamente não conquistaria os adolescentes, e uma história tão sem sentido como essa também não agradaria grandemente os adultos. Ou seja, ‘Pequena Poetiza’ precisa absurdamente de mudanças. Não quero mudar o título, tão pouco o fato de a menina escrever poemas anônimos. Talvez mude o foco para o cara que recebe as cartas, sei lá. Ou talvez não escreva mais nada e resolva fazer faculdade de Naturologia* em Florianópolis.
Enfim, desculpem-me o desabafo, é que realmente estou vendo que não estou lá muito apta para realizar meus sonhos. Minha única ‘quase-certeza’ é de que poderei ser uma boa professora. Quero dizer, minhas professoras boas (Lúcia, Lucilene, Heloíse) têm me dado muito apoio.
Beijos a todas e ótimo final de semana!
(*) Vi ontem no Globo Repórter esse papo de curso superior de Naturologia. Quem faz o curso de torna um terapeuta daqueles ocupacionais, que usa de técnicas da natureza para auxiliar os pacientes em alguns tipos de tratamento. A tal universidade de Florianópolis, pelo que entendi, é uma das únicas no Brasil a oferecer esse curso.
P.S: Um dos motivos de eu estar assim tão brava comigo mesma é o fato de eu ter errado uma questão de PORTUGUÊS no provão de ontem, então, dêem-me um desconto, ok?
2 comentários:
não sei pq me lembrou o meu vestibular, que fiquei horas numa fila para me inscrever em direito, quando chegou minha vez escolhi Odontologia. Foi paixão desde a 1a aula. Na universidade particular fiz para direito, e nem passei, so passei na federal, para Odonto mesmo, destino tem essas coisas.
Parabens!
diogo
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